A TRAGÉDIA DE MARIANA

Em novembro de 2018 completam-se 3 anos da maior tragédia socioambiental da história do Brasil, entenda o caso. 

O rompimento da barragem do Fundão que ocorreu em 5 de novembro de 2015 liberou 34 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro do complexo de mineração da Samarco. Esse resíduo percorreu 663 km passando pelos rios Gualaxo e Carmo que desaguam no Rio Doce até encontrar o oceano Atlântico. Essa tragédia deixou 19 mortos e 225 famílias desabrigadas, comprometeu a fonte de água e de renda da comunidade, além de gerar um grave impacto ao meio ambiente.

E esses impactos ainda não podem ser mensurados totalmente, pois parte da lama continua nas margens do rio, e parte dos rejeitos que chegou ao oceano continua sendo carregada pelas correntes marinhas e podem comprometer ecossistemas frágeis, como os corais. Estudos recentes mostram ainda a presença de micropartículas de ferro no arquipélago de Abrolhos, lar das baleias jubarte, no sul da Bahia.

Segundo os pesquisadores é inviável retirar todo o rejeito da área afetada, no entanto quanto mais tempo as ações de recuperação demorarem, maior o risco de que o rio volte a ser contaminado pelos rejeitos que estão nas margens.

Atualmente medidas estão sendo tomadas para proteger nascentes e para tentar evitar que a lama desça para o rio. Em algumas regiões o rejeito será removido e em outras regiões serão realizadas intervenções corretivas sem a retirada do sedimento.

No dia 25 de julho desse ano foi homologado pelo juiz federal Mário Franco Júnior um acerto, que incluiu a Samarco, seus acionistas, os ministérios públicos, defensorias e advocacias públicas da União e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo; com a finalidade de restabelecer a vida das pessoas e recuperar o meio ambiente ao estado anterior ao desastre.    

Denúncias feitas na imprensa após o desastre informam que desde 2013 a Samarco sabia que a tragédia poderia acontecer e que em setembro de 2014 ela foi alertada sobre trincas na estrutura do Fundão e o início do escorrimento de rejeitos, devido a este fato consultores recomendaram o monitoramento diário dos níveis de água no represamento. 

O advogado da empresa declarou que as medidas de segurança sempre foram adotadas, mas os fatos nos trazem uma resolução contrária. Se medidas cautelares tivessem sido tomadas desde o início das notificações de segurança certamente não teríamos acompanhado esse desastre e a árdua e custosa recuperação que se dá no momento não teria sido necessária. Para nós fica a reflexão e o exemplo, como diz a sabedoria popular “é sempre melhor prevenir do que remediar”. 

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